Comentários, críticas ou sugestões: gafn1@hotmail.com

Wednesday, December 21, 2011

Ano Novo

Você que passou 2011 tentando ser melhor em diversos aspectos em relação à 2010, que discutiu com o seu marido porque ele ronca, ou porque você quer mais do que isso. Você que esteve infeliz no emprego por não ter o reconhecimento que você gostaria. Você que comprou roupas novas e não as usou por não combinarem com o seu estilo ou porque simplesmente esteve insatisfeito com a sua imagem. Você que fez um investimento financeiro alto e por conta disso criou raízes mais sólidas do que gostaria para esse momento da vida. Tu que quer casar, e ele, comprar um pacote para surfar na Indonésia em Julho de 2012. Você que discutiu com seus pais por não conseguir dar a sua cara a empresa da família como você oportunamente gostaria, que brigou com um colega de trabalho por inveja velada e não reconheceu. Você que bebeu, bateu o carro, quebrou a cara e aprendeu. Você que estudou o ano todo com uma meta a atingir mas passou longe dela e agora quer reformular toda  tua vida e fazer um curso de memorização. Tu aí que não transa de luz acesa porque tem celulite ou porque teu pinto é pequeno. Você que foi rude com a tua mãe porque ela sonha para você aquilo que você nem sequer cogita, ou porque ela implica com a tua barba e tu retruca dizendo que já tem 30 anos. Tu que se desentendeu com a tua mãe porque ela classificou como imprópria a pessoa que tu desejaste o ano inteiro e que não te quis. Você feminista que culpa os homens por todos seus males. Você malandro com mania de conquista. Você que se propos a ler um livro e nem o comprar comprou. Você que foi para balada o ano inteiro atrás de uma paixão, mas acordou querendo um taxi e desejando ao gênio da lâmpada-do-teto que aquele ser bípede respirando ao seu lado virasse um belo Bauru Filé e uma coca-cola gelada.
Você que assim como em 1999, ... 2009, 2010, tentou mudar aquilo que te irrita na pessoa que dorme ao seu lado ou passou o tempo juntando dinheiro para sair da casa dos pais. Você que almejou um carro maneiro, o atingiu e hoje sai dirigindo solitário todo domingo. Você que comprou um tênis de corrida e usa para passear no shopping ou que comprou o equipamento de Kitesurf e o vê jogado no porão. Você que fez um milhão de amigos na rede social, que comprou um smartphone e passa todo período outrora destinado ao ócio criativo, ou vasculhando a vida do ex-namorado, invejando a vida da Fernandinha da 312 do Farroupilha ou arranjando sarna para se coçar teimando ser o michael douglas virtual, charlie sheen. Você que reclama aos amigos que está viciado em sexo e que isso tem atrapalhado o teu desempenho profissional, e vai te levar a ruína. Você que fez sexo sem camisinha. Você que transou com mais pessoas do que teve boas conversas. Você que passou o ano planejando a melhor forma de se separar da mulher. Você que ao atingir o quinquagésimo amigo no facebook e ficar esperando curtirem alguma besteira postada por ti, vislumbrou uma aceitação dos outros que talvez você não teve de si mesmo. Você que em 2010 sonhou ser um dos seis amigos da série Friends. Você que se automanipulou na genitália em demasia vendo as fotos da Juju Panicat ou tem salvo no teu smarthphone todos os sites das acompanhantes mais apetitosas do Rio Grande. Você que lá pela oitava sentença deste texto teve a sensação de dejavu ou que simplesmente achou o autor um idiota.
Você que leu as crônicas dos Veríssimos e dos Jabores compartilhadas aos borbotões por aí e se emocionou, mas como sob um efeito rebote, logo após deprimiu-se por ver que aquilo não passava de uma junção lírica de palavras e que tua vida é muito mais simples no sentido do glamour e ao mesmo tempo complexa no sentido de amarguras, adversidades e afins. Você que fumou ao lado de pessoas não fumantes, dirigiu bêbado e não perdeu a carteira, mas se sentiu cidadão ao compartilhar o vídeo contra a usina de belo monte, que assinou a petição para cadeira elétrica à louca do yorkshire, etc. Você que perdeu tempo teimando em fazer alguém te amar ou se reapaixonar por você. Você que não sabe sintetizar em uma frase de 140 caracteres quem você é, para o que veio e a onde quer chegar, e se frustra por isso. Enfim, tu que pensou, chorou, sorriu, ganhou, fracassou, invejou, foi rude, mal educado, politizado demais, organizado demais, desleixado demais, abusado demais, confiante demais, transou demais, conversou de menos, falou demais, foi intranquilo, perdeu cabelos demais, que fez amigos, perdeu amigos ou deixou de fazê-los em 2011, tu que olha para trás agora e suspira desejando o término desse ano e vibra com a chegada do ano vindouro. 
A Você, meu amigo (a) parabéns! Você é um ser humano e prova para si mesmo que o é a cada dia que passa e a cada ano que termina. Se quiser mudar, mude, se quiser recuar, recue. se quiser espernear, esperneie. Se quiser fazer planos e se injetar de esperança para 2012 o faça. Mas tenha em mente que a vida é exatamente tudo isso e mais um tanto imprevisível, incalculável, que a alegria não é eterna nem tão saborosa sem o sofrimento, o erro e a insegurança nossa de cada dia. Tenha a certeza de que não há nada que não termine, portanto reconheça o desperdício, reconheça a humanidade pulsante em você, domine seu ímpeto e não tente mudar o próximo para ser feliz. Habitue-se á realidade, mas não caia em determinismos. Ou, se quiser, apenas ignore tudo isso e desafie a física quântica tentando nascer novamente no ano que vem. A vida se encarrega do resto. A você, toda sorte do mundo e que o teu Deus, tua mandinga, ou aquilo que você acreditar, te proteja. Se for Ateu, tente ser menos chato, se for evangélico respeite a minha crença ou a falta de. Enfim, que 2012 tenha mais constância de respeito ao próximo e sabedoria dos limites intrínsecos à existência. Quanto ao ano-novo-vida-nova, assim como o projeto governamentista minha-casa-minha-vida, que seja um bom slogan, use-o se for te deixar alegre. 

O Ano é Novo, segue tua vida, de preferência entre os amigos de verdade e a tua família, amém.


Tuesday, September 13, 2011

TED de hoje - Compassion

Todo ser humano deveria ter no seu dia a rotina de parar por 15 minutos e refletir sobre sua existência.

"...we know from neuroscience that compassion has some very extraordinary qualities. For exemple: A person who is cultivatng compassion, when they are in the presence of suffering, they feel that suffering a lot more than many other people do. However, they return to baseline a lot sooner. This is called resillience."





Wednesday, August 17, 2011

Hilário o frasista episódio #1

"E eu que achava que ao permanecerem quietas as pessoas estavam apenas aguardando um momento oportuno para expressar o que pensavam" (Hilário)

Tuesday, August 16, 2011

Pegadinha

Era tudo uma ação viral de marketing. Impossível acabarem com essa instituição da cultura portoalegrense. Foi bom o susto, muita gente que eu conheço repensou os valores, aquilo que consomem, etc. Pode parecer exagero para aqueles que não cultuam essa rádio, mas assim como existe o tradicionalismo, assim como cantamos com orgulho o hino riograndense, os amantes da ovelha negra cantam sua história. Dá-le 94.9, portoalegrense, FM.

Monday, August 15, 2011

Ipanema - 94.9 ... a Ovelha Negra, FM.

Pois é acabaram com a rádio Ipanema, a Ovelha Negra do rádio portoalegrense. O que dizer? Que minha identidade musical é indissociável da história dessa rádio. Minhas lembranças mais remotas constam de eu ouvindo nos velhos e gigantes autofalantes do aparelho de som do meu pai em meados da década de oitenta, músicas que para mim eram o que eu entendia como estética musical. Felizmente não fui apresentado precocemente ao som produzido para minha faixa etária. Não conheci e não se conhecia o termo teen na minha infância. Rádios populares sempre existiram, mas por sorte não me foram apresentadas. Desde pequeno por influência do meu pai e instigado pelas capas imponentes dos seus LPs eu me orientei a desbravar a cultura rock. Dentro deste contexto a rádio ipanema permeia meu imaginário. Suas trilhas e vinhetas são quase como as vinhetas dos clássicos infantis e estão presente nos meus registros mais saudoso, como os fins de tarde ao som do bom e velho rock e da sensação de ser possuidor de um mérito, a apreciação e o respeito pelas mais diferentes formas de consumo da cultura de conteúdo, por contar com aquela rádio no meu convívio diário, o que me enchia de orgulho por ser gaúcho e portoalegrense. A sensação que fica com a sua extinção é quase como o rompimento de um cordão que me ligava a minha identidade portoalegrense, ao ambiente de contracultura, que de certa forma talhava também um sentimento de superioridade já que por essas bandas cultivavamos o rock e negavamos os jabas das gravadoras, fenômenos mercantilistas vazios em conteúdo e celebravamos a cultura, a literatura e o cinema, fugindo do pragmatismo do mercado cultural que dominava o Brasil. Muitos gaúchos, e especialmente portoalegrenses da minha geração talvez se identifiquem com o meu pesar. Novas gerações, novas realidades, esse é o ciclo da vida. Ipanema, 94.9 ... Valeu por tudo, FM.

Saturday, August 13, 2011

A Banda do seu Tião Brilhantina

Em Porto, 14.08.2011, Teatro do Bourbon Country.




O circo chegou
Vamos todos até lá
Olha que o circo chegou
Não custa nada você ir até lá
O circo é alegria de viver
O circo é alegria que você precisa conhecer

Tem um macaco cientista
Um urubu que toca flauta e violão
Uma orquestra de sapo
A cabra ciclista
A girafa ceresteira
Tem um anão gigante
A mulher barbada
E o homem avestrús
Tem o homem foguete
Que entra em órbita a qualquer hora
E quando menos você espera (suspense)
O leão fugiu da jaula
Mas calma minha gente que o leão é sem dente
Calma minha gente que o leão é sem dente

O mágico que engole espada e come fogo
Vira elefante e sai voando
Vinda diretamente de Paris
Uma linda sex bailarina dançando ao som
Da escaldante banda do seu Tião brilhantina
E quando não esta roubando mulher aparece o palhaço tereré
Distribuindo Goiabada e requeijão e ingressos prá
Domingo que vem e anunciando a grande atração

A grande atração é uma grande vidente
Uma grande vidente que tudo sabe, que tudo vê
Que tudo sente

E agora com vocês a grande cartomante
A internacional Deise
A mulher do homem que come raio-laser

O circo chegou vamos todos até lá panacuca gungum
O palhaço o que é ladrão de mulher

O circo chegou vamos todos até lá panacuca gungum
O circo chegou panacuca gungum


Tuesday, August 02, 2011

How algorithms shape our world ...

Tchê, no mínimo intrigante ...


"We are writing code we can't understand, with implications we can't control."





Wednesday, July 20, 2011

TED - Tim Harford

Método da tentativa e erro ...

"Embrace your randomness and start making better mistakes"

Saturday, July 16, 2011

Curta Metragem

The Fourth - Uma homenagem a inspiradora perseverança dos meus amigos amantes da corrida ...
hahaha... run forest, run ...

Tuesday, July 12, 2011

Compositor nas horas vagas ...

Uma composição minha ...

 Sentado Sob o Céu by GAFN

Prédio

"Não é o prédio que está caindo, são as nuvens que estão passando." .... boa.

Friday, July 01, 2011

A pedido #3

A pedido, Eletric Feel em 4 versões ...

Eletric Feel - MGMT (Original)



Katy Perry



Cover 2: Edei ...




Jen Cloher and Jordie Lane - Electric Feel:

Sunday, June 26, 2011

E² Design

Premiada série de documentários produzida pela PBS, sobre inovações e pioneirismo no que diz respeito a desenvolvimento sustentável. Qualidade de vida como foco central do desenvolvimento cultural e econômico das metrópoles.
Abaixo, o episódio The Green Apple, sobre NYC.



Tuesday, June 21, 2011

Woody Allen

MEIA NOITE EM PARIS

Friday, June 17, 2011

Thursday, June 16, 2011

CAKE

Cake - Depois de 7 anos, um novo álbum ... Showroom of Compassion ...

Wednesday, June 15, 2011

TARDES QUE DESAFIAVAM O TEMPO


De repente eu percebo que a vida não é um progresso constante, mas uma série de avanços e recuos. Não sei ao certo o que esperar dela. Outrora tudo fazia sentido, hoje lentamente vai deixando de fazer e nem mesmo as mais nobres atividades despertam algum apelo. Sou um existencialista nato. O existencialismo, hoje, confunde-se com o drama e o descontentamento. O romantismo não existe mais. O mundo parece dominado por homens e mulheres envernizados, racionais e impenetráveis. O tempo passa rápido e não perdoa quem no ritmo acelerado não o segue. A lentidão do pensamento, da contemplação, da memória e da imaginação não parece ajustar-se ao maquinário do cotidiano contemporâneo. Minha originalidade intimista e principalmente sensorial-existencialista cai progressivamente ostracismo. Minhas trilhas sonoras sessentistas, minhas memórias, onde o amor fazia sentido, e os acontecimentos do cotidiano iluminados, desenrolando-se como se projetados em telas de cinema ou em forma de filmes água-com-açúcar da sessões da tarde; hoje todo esse romantismo parece decadente. Procurar em mim um entendimento ou um glamour diante da estranheza da realidade austera, tornou-se uma atividade onerosa e duradoura. Os anos passam e experiências se empilham. Um amontoado de sorrisos, lágrimas, momentos esquecidos, outros distorcidos e nada hoje me conforta da mesma forma e com a mesma serenidade como aquelas horas de ócio. O quarto, a sala de estar, a TV da era pré assinatura, o pátio e a praça da esquina. Das séries de TV ou de livros sob o sol em dias de outono, alimentava minha alma simplória, e um idealismo crescente, regidos por personagens, roteiros e canções que me instigavam a voltar no outro dia, naquele mesmo horário com um delicioso copo de café com leite açucarado e bem gelado.

 Um homem com sentimento de estranheza pela própria natureza, um desajeitado, é o que parece que resta diante da leitura dos acontecimentos passados e do que no presente se apresenta aos meus olhos. No espelho não paro de olhar, sempre procurando encontrar algo que me remeta àquela esperança, aquela sede, aquele guri que amava escondido e horas a fio, passava imaginando como seria estar com a garota mais bonita da escola, a intocada. Eram tempos de sentimentos, sem a injeção viril da testosterona distorcendo a relação homem-mulher. Era só o sentimento pelo sentimento. Pouco de carnal imaginava de fato. Era mais uma emoção alimentada, uma melancolia sem tristeza. Curtia a paixão não correspondida, o amor idealizado, a imaginação a mil, e assim, as tardes se passavam entre as copas das árvores do velho bairro, a brisa musicalmente interagindo com os bem-te-vis, o cheiro de goiaba caída do pé e a companhia do meu velho cão.
O tempo tinha outra dimensão, aquela casa, aquele pátio, aquelas árvores, aqueles telhados. A vizinhança sem grades, a praça repleta de pessoas, o bairro interagindo alheio ao individualismo da cidade.
Em muitas daquelas tardes sentava a ouvir meu avô contar como era a Serra da Mantiqueira, os dias no seminário ... entre outras aventuras. Horas passávamos nos fundos daquela casa. Como em uma rádio-novela. Eu, ele e o cão. Lembro que ficava de boca calada, ouvindo e imaginando; Viajava sentado naquelas cadeiras de praia de madeira e tecido. Vez por outra um pigarro familiar me fazia voltar ao presente, mas logo ele continuava e lá íamos nós ao passado e as suas histórias. Aprendi a gostar de histórias. Orgulhava-me do tio avô falecido na II Grande Guerra. Ele não voltara de lá com os outros pracinhas da Força Expedicionária Brasileira, mas a família não deixou de ir ao cais do porto recepcioná-lo. Meu avô me fazia ter orgulho da pátria, e dele mesmo, ao descrever o quão perto ficou de ir àqueles campos de batalha. A Guerra acabou antes de ele partir em sua missão. Contava como as crianças do seu tempo cantavam o hino nacional e  o da bandeira com orgulho. As aulas de latim, moral & cívica e de etimologia das palavras. Entre um ensinamento e outro, alguma história sempre muito bem tecida e ornamentada. O passado fluindo aos meus ouvidos.
Imaginava como deveriam ser aquelas cidadelas francesas, as casas perfuradas por balas, cenas trágico-pitorescas, tanques de guerra, barricadas e a brava-solidão dos soldados a milhares de quilômetros de casa. O combatente, o perigo, o tempo e a distância. Seus únicos amigos eram seu fuzil, seu cantil ora com água ora com uma bebida alcoólica qualquer, sua pena, o bloco de papel de cartas, o maço de cigarros e a imaginação. Meu avô contava e eu não só imaginava, mas projetava no céu à medida que a tarde dava lugar ao luar. Os sons do bairro sofriam uma metamorfose gradualmente. O cachorro de vez enquanto partia em disparada rumo ao portão de entrada. Ou porque alguém chegava, ou porque o silêncio daquela rua era perturbado chamando sua atenção. Mas logo ele tornava a juntar-se a nós. A duração daquelas tardes não respeitava o determinismo do tempo espacial, e viajávamos léguas, em questão horas, mas como se fosse por uma vida inteira -Tempo e espaço não pertencem a mesma natureza, tanto que podemos afirmar que a consciência (duração interna) e o “tempo espacilizado” se opõem. Esse último é criticado por filósofos como uma das expressões da vertente determinista das ciências e filosofias - Além das histórias, meu avô me expunha a filosofia e  algumas teorias, como as Bergsonianas, e assim desafiávamos a duração física daquelas tarde.
 O dia seguinte era tão distante e a hora de ir para cama parecia tão tarde. O sono vinha naturalmente, bastava olhar para as estrelas fosforescentes que estampavam o teto. Nem precisava iniciar a contagem e em velocidade de cruzeiro, sob sono profundo, atravessava a noite, até o amanhecer. O corpo não doía ao acordar, pois a noite era revigorante.
Não sei quando deixei de amar o sentido das coisas mais simples e intuir que a felicidade está nessas pequenas passagens de tempo; perceber que manter a mente tranqüila está ligado a nossa habilidade de desafiar a duração das coisas, aceitando a contemplação da vida, saboreando as oportunidades de ouvir histórias, respeitando os sábios por suas cicatrizes talhadas por anos de experiência; cedendo-lhes parte do nosso tempo exíguo de cidadãos modernos; satisfazendo assim seus anseios de compartilhar lembranças e deixando-os alimentar a nossa imaginação. Cabe a mim, redescobrir meu eu romântico, habilidoso-imaginativo; viajando no passado, observando os pássaros, a chuva caindo ou degustando o aroma de terra molhada. Simplicidades revigorantes.  São essas situações, para muitos de nós, banais, que podem transformar um homem moderno-vazio, em um homem sensível e universal, capaz de suportar a dureza do dia a dia, sem cair na rotina da pressa, sob o risco do amargor do tempo perdido.

Tuesday, June 14, 2011

Tropical Splash - Copacabana Social Club

Copacabana Social Club, para quem não sabe ... brasileiros, curitibanos ...  Eletrônico, New Wave e Punk, mas com um toque de brasilidade Bossa Nova.

 Tropical Splash by copacabanaclub

A pedido ...

Tive uma conversa dessas de bar, despretensiosa ...
 entre os temas ...
ser solteiro ...
adulto emergente nos anos 2010's ...
Comportamentos ...
As mulheres superpoderosas?
A terceira, a quarta, a quinta ... enfim, a última onda do feminismo imperando ...
E os homens? Estão dispostos a mudar alguma coisa?
Falar de amor é brega?
Monogamia, ciúme, casamento, fidelidade ...
Questões de opinião, transtorno, convicção, ou ...
deixo a vida me levar?
Refletir é preciso, viver não é preciso.

Como estou aberto a todo tipo de reflexão, posto, a pedido, essa canção do Caetano Veloso.



Saturday, June 11, 2011

2 coelhos.

Cinema nacional?

Friday, June 10, 2011

Wenders vs Pina Bausch

Para quem quer sair da sua rotina cultural e não sabe como, vai uma dica. Documentário em tecnologia 3D de Win Wenders (consagrado cineasta alemão), um tributo à Pina Bausch, principal cabeça criativa do Tanztheater Wuppertal, companhia que passou a dirigir no início dos anos 1970 e hoje leva o seu nome. Pina Bausch faleceu subitamente em 2009. 

Thursday, June 09, 2011

A Saga Brasileira

A jornalista econômica Miriam Leitão desnuda o período de instabilidade e Inflação que assolou o Brasil entre 1980 e 1994. Neste período a  inflação acumulou-se em 13 quatrilhões por cento. Cruzeiros, Cruzados, Cruzados Novos, Cruzados Reais, URV e a chegada do Real. O impacto na vida do cidadão comum e o desenrolar dos consecutivos e desastrosos planos econômicos até  a nossa "salvação" com a introdução do Real e o"fim" da inflação (198% acumulados nos últimos 17 anos).
Vale a leitura.

Quebrando o Tabu



É amigo, FHC, ele mesmo, o ex-presidente do Brasil volta a cena ...

FHC,  Bill Clinton, Jimmy Carter, Paulo Coelho (o mago dos livros sem conteúdo), Dráuzio Varella (o Dr. Carandiru), entre outros, discutem a questão da quebra do tabu sobre o universo das drogas no Brasil e no mundo. 

O problema deve ser sim enfrentado como uma questão de saúde pública e não de segurança pública? O filme do cineasta Fernando Grostein Andrade acerta em conseguir com todos os argumentos possíveis defender essa idéia? Bom, procurem assistir e responder essas questões cada um de vocês. 
Para meu espanto e desconfiança, descobri que o Luciano Huck produz o documentário ...
Em Porto Alegre - Unibanco Arteplex às13:20 e às 15:00.

Friday, June 03, 2011

Experience Grand Rapids

Grand Rapids, cidade americana do estado de Michigan, dá uma demonstração de mobilização da comunidade. Esse vídeo aí em baixo é o resultado dos brios feridos após a cidade ter sido classificada como "moribunda" pela revista Newsweek. Revoltados os moradores se juntaram para produção de uma resposta a altura, na tentativa de demonstrar o quanto a cidade é "viva". No último dia 22, a cidade parou (literalmente) para gravar um clipe da música “American Pie”, de Don McLean. Entre bandas, desfiles, carreatas, efeitos especiais, helicópteros e até um casamento, 5 mil pessoas foram envolvidas.


Wednesday, June 01, 2011

Sófocles

Em tempos de descrenças na humanidade, cabe voltar aos gregos e refletir. Nem todos somos Paloccis ou Sarneys, nem todos temos coragem de puxar o gatilho e nem todos ignoramos uma lata de lixo. Ainda há o lado bom e um foco a manter a vista e a esperança. Como o publicitário bem pago pela Coca-Cola sugere: "Para cada persona corrupta, hay 8 mil donando sangre ...". Um pouco de positivismo não faz mal a ninguém e talvez não impeça de sermos realistas.

...

"Há muitas maravilhas, mas nenhuma
é tão maravilhosa quanto o homem.
Ele atravessa, ousado, o mar grisalho,
impulsionado pelo vento sul
tempestuoso, indiferente às vagas
enormes na iminência de abismá-lo;
e exaure a terra eterna, infatigável,
deusa suprema, abrindo-a com o arado
em sua ida e volta, ano após ano,
auxiliado pela espécie eqüina.
Ele captura a grei das aves lépidas
e as gerações dos animais selvagens:
e prende a fauna dos profundos mares
nas redes envolventes que produz,
homem de engenho e arte inesgotáveis.
Com suas armadilhas ele prende
a besta agreste nos caminhos íngremes;
e doma o potro de abundante crina,
pondo-lhe na cerviz o mesmo jugo
que amansa o fero touro das montanhas.
Soube aprender sozinho a usar a fala
e o pensamento mais veloz que o vento
e as leis que disciplinam as cidades,
e a proteger-se das nevascas gélicas,
duras de suportar a céu aberto,
e das adversas chuvas fustigantes;
ocorrem-lhe recursos para tudo
e nada o surpreende sem amparo;
somente contra a morte clamará
em vão por socorro, embora saiba
fugir até de males intratáveis."

SÓFOCLES (496-406 a.C.) - Antígona.

Saturday, May 28, 2011

Série - The Human Planet (BBC One)

Tá aí um bom passatempo para aqueles que gostam de ficar em casa no fim de semana curtindo um friozinho. Bela série produzida pela BBC londrina.



Download da série na íntegra:

http://thepiratebay.org/torrent/6254831/Human_Planet_Complete_Season_1_BRRip_%5BMnM-RG_H264%5D

Thursday, May 26, 2011

Eddie Vedder - Ukulele Songs


Álbum introspectivo, a primeira vista melancólico, porém interessante. Em todas as músicas nota-se a presença do Ukulele, espécie de cavaquinho havaiano. Daí o nome do álbum Ukulele Songs, composto por 16 faixas, nem um pouco semelhantes ao estilo Pearl Jam ... 

Lançamento oficial dia 30.05.2011, até lá dá pra curtir fragmentos de cada faixa no link abaixo:


http://www.we7.com/album/Eddie-Vedder/Ukulele-Songs?m=0

Tuesday, May 24, 2011

PRO-CRAS-TI-NA-TION

Cinema - Árvore da Vida

Entre aplausos e descontentamento, assim foi recebido neste domingo (22), o drama A Árvore da Vida, de Terrence Malick, que levou a Palma de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cannes. No entanto, o cineasta americano que é conhecido por ser recluso não compareceu ao evento, e o prêmio acabou sendo recebido pelo produtor Bill Pohland, das mãos da atriz Jane Fonda.
Jean Dujardin e Kirsten Dunst venceram nas categorias melhor ator e atriz por suas atuações em Melancolia e The Artist, respectivamente. O drama Drive, estrelado por Ryan Gosling  e Carey Mulligan, rendeu o  prêmio de melhor diretor para  Nicolas Winding Refn.
Em A árvore da vida, Sean Penn interpreta um homem de meia-idade que tenta encarar as lembranças da infância. Também fazem parte do elenco Brad Pitt e Jessica Chastain, como os pais do protagonista. O lançamento no Brasil está marcado para o dia 24 de junho.

Sunday, May 22, 2011

Serguei Rock Show

O cara mais bizarro da história do rock brasileiro, conhecido entre outras coisas pela frase:
- Eu comi a Janis Joplin.  
Serguei, nome artístico de  Sérgio Augusto Bustamante, que aos 77 anos vive em uma casa ou "O templo do rock", como ele costuma chamar, em Saquarema, litoral carioca. Para uns a bizarrice e a decadência do ser humano, para outros a personificação mítica do rock'n roll.

Segue abaixo o último episódio da série Serguei Rock Show produzida pelo canal Multishow, compostas por dez episódios.

Tuesday, May 17, 2011

Para quem gosta de Surfe - Billabong Pro Rio 2011


 Ao vivo, direto do Rio de Janeiro, campeonato mundial de surfe profissional.

LINK >> http://aspwtrio.com.br/brazil11/live-pt/

Friday, April 29, 2011

Você Pensa O que Acha que Pensa?




Qual é a coerência entre o que você pensa e como você age? Pois dá uma olhada neste livro da foto. A obra põe em cheque opiniões que frequentemente emitimos...Será que nós realmente nos aprofundamos em nós mesmos e naquilo que acreditamos?


O filósofo Luiz Felipe Pondé, que deve vir a Porto Alegre neste ano, também tenta fritar nossos miolos com afirmações como “Deus me livre de ser feliz”. Pondé afronta algumas “verdades” inquestionáveis e desconfia das promessas de felicidade da modernidade.  Vamos polemizar, vamos refletir, vamos questionar. Aos outros e, principalmente, a nós mesmos.

Saturday, April 23, 2011

M.A.S.H.





Ken Kesey e Hollywood - Um Estranho no Ninho

Poucos sujeitos marcaram tanto a contracultura dos anos 1960 quanto Ken Kesey (1935-2001). O cara conseguiu a proeza de ser ao mesmo tempo um autor americano de vanguarda, um polemista de plantão e um ícone da juventude beatnik e hippie. Junto com Timothy Leary, Ken Kesey foi um dos “gurus do LSD” que, a partir do começo da década de 1960, ajudou a espalhar a Epidemia do Ácido que iria varrer o mundo a partir de 1965. Junto com sua "gangue" de Merry Pranksters, viajou num ônibus colorido e psicodélico por 6 meses, atravessando a América de Costa a Costa como se vivesse dentro dum road movie lisérgico. Esta trip (a literal e a mental...) virou o tema de uma histórica gonzo-reportagem de 500 páginas escrita por Tom Wolfe: “O Teste do Ácido do Refresco Elétrico”. 


Após ter sido eleito o Messias de uma Nova Religião Juvenil, Kesey teve problemas com as autoridades e deu um tempo brincando de fora-da-lei foragido no México. Depois acabou indo em cana nos EUA por posse de maconha (e na cadeir escreveu Diários do Cárcere). Mas sua maior contribuição à cultura americana foi mesmo seu primeiro romance, Um Estranho no Ninho, livro elogiadíssimo pela crítica e adaptado para o cinema no clássico de Milos Forman.


Sugiro a leitura e o filme.

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A Velocidade e o Esquecimento

“Há um vínculo secreto entre a lentidão e a memória, entre a velocidade e o esquecimento. (...) Na matemática existencial, essa experiência toma a forma de duas equações elementares: o grau de lentidão é diretamente proporcional à intensidade da memória; o grau de velocidade é diretamente proporcional à intensidade do esquecimento.”
MILAN KUNDERA, A Lentidão

Friday, April 22, 2011

Passe livre [Hall Pass, EUA, 2011]

Ferris Bueller

Curtindo a vida adoidado, agora na versão jogo de tabuleiro

Ferris Bueller, o lendário personagem do filme Curtindo a Vida Adoidado, tão adorado por todo mundo – exceto diretores de escolas – agora é um jogo de tabuleiro. Mas infelizmente é só um protótipo baseado em uma criação do designer argentino Max Dalton.

Sunday, April 17, 2011

NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA

Filme de Wood Allen (1977), título original "Annie Hall" ..Oscar 1978 (EUA)
É um bom passa tempo para um fim de domingo.

    Segue o trailler, recomendo o download.




    The Selvege Yard

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    O blog de fotografia The Selvege Yard publicou nesta semana um pequeno grande achado para quem gosta de fotos vintage: um imenso acervo particular de imagens que retratam a vida na Venice Beachdos anos 70, entre surfistas, skatistas, patinadores, crianças, belas moças e ratos de praia em geral. Para fãs deste período da história, o Venicepix é um prato cheio para perder horas em frente ao computador.
    Mantido por um usuário anônimo do PBase, um site de hospedagem de fotos, o Venicepix te transporta de volta para a California dos anos 70, berço da cultura do skate e onde o surf passou a ser visto como um esporte sério e competitivo. Nas imagens, locais famosos e anônimos mostram pequenos fragmentos de história congelados em um tempo onde não havia grandes marcas e grandes interesses financeiros por trás do surf.

    Foo Fighters no Live on Letterman.

    Saturday, April 16, 2011

    O Prelúdio do Planeta dos Macacos

    Qual fã de cinema nunca viu a imagem de Charlton Heston ajoelhado diante das ruínas da Estátua da Liberdade?  Não há dúvidas de que a cena final O Planeta dos Macacos seja um ícone da sétima arte. Contudo, o longa de 1968 não chegou a explicar como a humanidade acabou chegando nesta situação apocalíptica.
    Os filmes que vieram depois mostraram a história posterior à original, e a refilmagem feita por Tim Burton, em 2001, pouco acrescentou à franquia. Só agora com o prelúdio dirigido por Rupert Wyatt e estrelado por James Franco os fãs vão descobrir como os macacos acabaram dominando a raça humana.
    Clique no vídeo abaixo para conferir o trailer recém divulgado de Rise of the Planet of the Apes.  A estreia nos Estados Unidos está marcada para acontecer em agosto.


    Friday, April 15, 2011

    Braulio Mantovani - Trip Fm

    Ele é responsável pelo roteiro dos filmes nacionais mais importantes dos últimos anos e chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 2004, com Cidade de Deus. Trabalhou também com O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, Tropa de Elite, Linha de Passe, Última Parada 174 e, mais recentemente, em Tropa de Elite 2
    Estamos falando de Bráulio Mantovani, que também lançou o livro Perácio, Relato Psicótico, pela editora Leya, e que no dia 25 de março estreiou dois novos trabalhos: a peça Menecma, dirigida por Lais Bodanzky, e o filme VIPs, que conta a história de Marcelo Nascimento, um dos maiores golpistas do Brasil, em cartaz nos cinemas.

    Arctic Monkeys

    "Don't Sit Down Cause I've Moved Your Chair" é do mais recente trabalho “Suck it and see”, marcado pra sair dia 6 de junho.


    Thursday, April 14, 2011

    Quem avisa amigo é ...

    CIGARRO, HERANÇA MALDITA.

    Se os índios foram mortos à vista, eles deixaram para os ocidentais a morte a prazo: o tabaco, que dizimou gerações e gerações com doenças como câncer no pulmão, enfisema e insuficiência cardíaca
    O frei Bartolomé de Las Casas, nascido em Sevilha em 1474, foi o grande cronista do genocídio perpetrado pelos europeus na América, ao mesmo tempo que o maior defensor, ainda que sem muito sucesso, que os indígenas tiveram diante dos espanhóis. Pouco antes de morrer, indignado com todas as crueldades que presenciou, redigiu seu testamento, praticamente uma maldição: “Creio que por causa dessas obras ímpias, criminosas e ignominiosas, perpetradas de modo tão injusto, tirânico e bárbaro, Deus derramará sobre a Espanha sua fúria e sua ira...”.


    Os índios, por sua vez, ainda que derrotados, deixariam uma herança sinistra para os europeus, com influência radical nas futuras gerações do Ocidente: o tabaco, muito difundido nas Américas mas desconhecido, então, em outros continentes. Sobre isso, Las Casas também escreveu um texto pioneiro, muitos anos antes daquele testamento: “[Os índios] Tendo acendido uma ponta, pela outra sugam, absorvem, e ingerem aquela fumaça junto com a respiração, com o que eles ficam entorpecidos e praticamente bêbados, e dizem não sentir cansaço, e a isso eles chamam de tabaco. Eu conheci espanhóis nesta Ilha de Hispaniola (Haiti) que estavam acostumados a tomar aquilo e, quando repreendidos, sob o argumento de que aquilo era um vício, respondiam que não conseguiam parar de usar. Eu não sei que conforto ou benefício eles encontraram naquilo”.