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Tuesday, September 10, 2013

Rio de Janeiro, 7 de Setembro de 2013 - Dia da Independência del Brasil.


De hoje em diante me esforçarei para não mais compartilhar nesta rede social manifestações contra o governo. Estou certo de que qualquer um dos meus amigos, em sã consciência, já percebeu o rumo que tomaremos com a extensão do socialismo ao Brasil. 
Não acredito que fora os cidadãos de baixo capital intelectual, ou aqueles sem direito a educação, hipnotizados por manobras políticas que lhes conferem a cesta básica da subsistência, fora uma parcela de funcionários federais de agências estratégicas para máquina governista, "bem tratados" pelo regime ... Enfim, fora essa porção gigantesca da população, que provavelmente reelegerá o PT ou quem quer que siga a orientação populista deste governo ... não creio que ainda reste dúvida em alguma outra pessoa sobre o mal que nos aguarda em caso de reeleição.

O alvo não usa facebook, ou se usa, provavelmente não entende as minhas idéias amigo.

Não compartilharei pois já pulsa em mim há algum tempo a sensação da impotência deste ato. Não falo mais sobre o embaraçoso buraco no qual a Dilma depositou os médicos e os seus pacientes, não alerto mais sobre o status quo que se fortalece a cada manobra eleitoreira vista por nós. 

Cada vez que eu saio da zona sul do Rio de Janeiro, onde vivo e passo a maior parte do tempo, região que me parece uma redoma de cristal resguardada por policiamento ostensivo, onde as favelas são pacificadas e o medo parece coisa do passado (pelo menos até 2016). Pois bem, cada vez que deixo essa redoma e sigo para a baixada fluminense, eu percebo o quanto seria difícil mudar o país e o quanto são inofensivas ao sistema essas manifestações no facebook.
Existe um mar de desinformação, de pessoas mal tratadas, mal cuidadas e infelizmente mal educadas, que não tiveram a oportunidade de desenvolver o senso crítico, seguindo resignadas com o pouco que recebem. Estarão estes, em breve, exercendo o direito de voto baseados em marketing, Amor a Vida e outros folhetins ... baseados em bolsas sobrevivência, palavras eloquentes bem tratadas e editadas pelas equipes de campanha.

É estranho comemorar a independência do país em um período onde somos dominados por ladrões que se dizem nossos representantes, onde o político condenado segue no planalto ou tem documentário da sua vida "heróica" sendo financiado com dinheiro dos nossos impostos, onde esses mesmos ladrões votam secretamente, protegendo um ao outro e mantendo um ciclo vicioso de corrupção, onde a política entrou em colapso como sistema em si, onde inacreditavelmente a policia federal é impedida de investigar membros do congresso.

Nunca fui um sujeito deveras politizado, panfletário e muito menos revolucionário. Mas hoje peno por observar e por absorver a indignação contra tudo isso. Essa postura não me leva a nada e ainda me torna um chato de galocha. Vou mudar de assunto, passar a dedicar meu gosto pela reflexão a outras idéias. Quem sabe o samba, quem sabe o futebol, quem sabe a guerra dos sexos. Prefiro acabar senil e desorientado, escrevendo a la Paulo Sant'anna do que perder meu tempo tentando mudar a mentalidade dos eleitores brasileiros.
Oremos, continuemos nos distraindo e nos emocionando com as maldades do personagem homoafetivo, o astro do horário nobre, oremos e continuemos transferindo mais de 1/4 da renda para o governo, a décima parte para igreja, felizes com o mundo real da televisão. Ou para os mais animados, continuemos tranferindo toda nossa ira aos torcedores do time adversário: Vai Curíntia! (#sóquenão).

Friday, May 10, 2013

Manchetes


7:00 eu lendo o jornal antes de seguir para o Hospital...


Vejo a PresidentA recebendo o representante venezuelano eleito sob suspeita, e o nosso estado deliberadamente apoiando o regime chavista. Médicos cubanos importados sem garantia de suas qualificações (há uma leva de militantes do governo PTista sendo enviada à ilha para graduação em medicina, a partir de processo seletivo sob critérios político-ideológicos ...e nós bonecos estudamos, passamos em universidades dignas, residência médica, prova de título de especialista...anos de dedicação focados no desempenho excelente da profissão). 
A sociedade parece contestar os jovens que tiveram a oportunidade da dedicação exclusiva ao estudo e a sua formação acadêmica, e hoje aceita em silêncio o boicote à meritocracia exercido pelo atual regime regido por Lula, Dilma e seus correligionários.



Só se fala em direitos humanos ... somos uma nação que aceita a violência do marginal contra o cidadão de bem, uma sociedade que paga bolsa para o marginal quando este esta cumprido correção na penitenciária. Uma sociedade que não sabe punir ou ser punida. Onde é feio pagar pelo crime que você cometeu, e onde o banditismo é justificado pelo determinismo do meio. Um país onde a intolerância parece estar voltada aos médicos, aos policiais eficientes, que realmente protegem a sociedade e praticam a justiça. Um país onde deliquente mata, estupra, mas se é menor de idade, pode seguir seu caminho na delinquência amparado pela lei. 

Um país engessado pela burocracia da máquina governista, sendo um dos tops na lista de número de ministérios (são 39 pastas, 39 formas de arrebanhar os opositores sobre as asas do populismo PTista... Daí se entende porque não há oposição no Brasil.)

Um País que está mergulhado em um regime populista, mascaradamente democrático, notoriamente corrupto e sem oposição.
Enfim eu poderia continuar citando manchetes que me tiram do sério e me fazem de certa forma perder a esperança sobre nosso futuro próximo.
Eu poderia criticar a sociedade, poderia  criticar os revolucionários do facebook, twiter, etc... Mas não posso, pois tb não sei dar uma solução prática para o que vemos... Mas talvez eu, praticando a minha cidadania, possa estimular alguns a buscar alternativas ou simplesmente abrir os olhos.
Por enquanto resta o desabafo.