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Tuesday, June 03, 2014

Filosofia do dia: o convicto.

Amadurecimento do indivíduo, altruísmo não-utópico, flexibilidade, sociedade e bem estar comum.

Com o passar do tempo, menos convicções permanecem. Mais vejo que homens de muitas convicções podem por ventura cometer deslizes semânticos e pecar pela confusão, escorregar, perdendo a razão. Aprendi a diferenciar a mudança de opinião e a readaptação ideológica, da falta de conteúdo e/ou dissimulação.

Outrora desconfiava de sujeitos indecisos, que ao meu ver oscilavam seu ponto de vista, hoje tenho medo daqueles que tudo veem com o olhar da razão. Passei a não reconhecer reavaliações de perspectivas e alterações de rota como ausência de credibilidade. Entendo isso como virtudes. Assim como toda unanimidade é burra, todo convicto é um inocente. Convicções são necessárias. São a segurança e a confiança para batalhas do cotidiano, mas ao meu ver são interruptas, passíveis de adaptações. Agregamos valores e derrubamos certos dogmas.

Parece-me justo, à luz da minha humilde, porém faminta experiência de vida, que o homem evolui traindo as suas próprias convicções, e por mais paradoxal que pareça, quanto maior a maturidade maiores os conflitos, em contra partida maior a tranquilidade perante esses embróglios existenciais. Sua consciência líquida entende as nuances e alterações sócio culturais a sua volta, o que o desembrutece, o torna flexível. Mais fluido seria o seu caráter, e ao mesmo tempo, menos corruptível o indivíduo."

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