Empatia é capacidade psicológica de sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse você na mesma situação vivenciada por ela. Implica, por exemplo, sentir a dor ou o prazer do outro como ele o sente e perceber suas causas como ele as percebe, porém sem perder nunca de vista que se trata da dor ou do prazer do outro.
O uso intenso de redes sociais tem um efeito bioquímico muito parecido à drogadição: O sujeito bombardeado por situações e experiências de outrens vai perdendo o ajuste fino da empatia. Cliques e mais cliques. Rola para baixo e não consegue mais concatenar qual lado é o lado mais justo, a menos que o próprio já tenha uma opinião muito bem formada fora das redes.
Fica aquela sensação de desordem completa, pessoas frustradas, muitas opiniões e pouca ponderação. A dor de Mariana é mais dolorida que a dor dos franceses ... peraí, tem a fila do SUS, os encândalos de corrupção ... Sempre há um buraco mais baixo. A realidade sempre é mais cruel do que gostaríamos. Porém, para nossa sorte, acabamos sempre sobrevivendo a ela. Há quem diga termos uma tendência a viver melhor e a atuar mais positivamente sobre esta realidade quando a nossa empatia está melhor ajustada.
Então, desconecta. Respira. Ajusta.